Sistema de IA do Ifam prevê incêndios na Amazônia com 90 % de acurácia 14 dias antes

O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) lançou o IA‑FogoBio, um sistema de inteligência artificial que combina LSTM, CNN e Random Forest para analisar imagens de satélite, mapas de solo e histórico de queimadas. O algoritmo prevê incêndios na Amazônia com mais de 90 % de acurácia entre 1 e 2 semanas antes, enviando alertas ao Ibama, ICMBio e comunidades indígenas. O projeto, financiado em R$ 1,9 milhão pela Google.org, já cobre 100 % das áreas indígenas e será implementado inicialmente em Roraima, antes de expandir para o Amazonas.
O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) anunciou a implementação do IA‑FogoBio, um sistema de inteligência artificial que promete transformar a forma como as queimadas na Amazônia são monitoradas e combatidas. Segundo o projeto, o algoritmo pode prever incêndios florestais com uma a duas semanas de antecedência, alcançando mais de 90 % de acurácia.
O IA‑FogoBio combina três modelos de aprendizado de máquina – redes neurais LSTM (Long Short-Term Memory), CNN (Convolutional Neural Network) e Random Forest – para analisar uma variedade de dados. Entre eles, imagens de satélite obtidas pela NASA e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mapas de solo da Embrapa, informações sobre biomas do IBGE e o histórico de queimadas dos últimos 20 anos. A integração desses recursos permite que o sistema identifique padrões de risco e detecte focos de calor antes que se transformem em incêndios.
O fluxo de trabalho começa com a detecção de áreas de risco pelos pesquisadores do Ifam. Em seguida, as previsões são enviadas aos órgãos ambientais responsáveis pela gestão da Amazônia, como o Ibama e o ICMBio, que podem mobilizar brigadistas e equipamentos de combate ao fogo de forma preventiva. A antecipação de 7 a 14 dias oferece tempo suficiente para planejar intervenções estratégicas, otimizando a alocação de recursos e reduzindo a probabilidade de propagação do fogo.
Um dos destaques da iniciativa é a cobertura total dos territórios indígenas. O IA‑FogoBio monitora 100 % das áreas indígenas do bioma, podendo emitir alertas com apenas seis horas de antecedência. Essa funcionalidade foi desenvolvida em parceria com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e tem como objetivo proteger as comunidades nativas, que são particularmente vulneráveis aos impactos das queimadas.
O projeto recebeu um investimento de R$ 1,9 milhão da Google.org, que também apoiou a instalação de painéis fotovoltaicos no Polo de Inovação do Ifam. A energia solar gerada contribui para a sustentabilidade da operação, reduzindo a pegada de carbono associada ao funcionamento do sistema.
Além da tecnologia de previsão, o IA‑FogoBio foi programado para identificar a causa dos incêndios. Estudos internos indicam que a maioria dos focos de queimada na Amazônia tem origem humana, reforçando a necessidade de ações preventivas e de fiscalização.
A implementação inicial do sistema está prevista para o início de agosto, com foco no estado de Roraima. Em seguida, o projeto será expandido para o estado do Amazonas, onde a extensão da floresta e a frequência de queimadas exigem soluções tecnológicas avançadas.
Com o IA‑FogoBio, o Ifam busca não apenas reduzir os danos ambientais causados pelas queimadas, mas também oferecer uma ferramenta de gestão mais eficiente e responsiva, alinhada às demandas de conservação da Amazônia e à proteção das comunidades indígenas que dependem desse ecossistema vital.
Este artigo foi analisado, higienizado e reescrito de forma autônoma pela Inteligência Artificial Editorial do Giro Mix News para garantir a originalidade e a clareza para nossos leitores.
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