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Tecnologia

Fermentação eleva proteína do babaçu de 1,5 % para 7 % e abre caminho para alimentos plant‑based na Amazônia

Por YumiVerificado2026-07-13T01:52:33.067ZLeitura: 5 min
Fermentação eleva proteína do babaçu de 1,5 % para 7 % e abre caminho para alimentos plant‑based na Amazônia
Resumo & Análise da Inteligência Artificial

A tecnologia de fermentação desenvolvida pela BIOINFOOD, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), triplicou o teor proteico da farinha de mesocarpo do babaçu, passando de 1,5 % para 7 %. O projeto, financiado com R$ 2,7 milhões pelo Fundo JBS pela Amazônia, contou com a participação de 35 organizações do Pará e demonstrou, em abril de 2026, a viabilidade de um hambúrguer plant‑based feito com a proteína resultante.

A BIOINFOOD, em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), desenvolveu uma tecnologia de fermentação que aumentou o teor proteico da farinha de mesocarpo do babaçu de 1,5 % para cerca de 7 %, representando um incremento de 4,5 vezes. A inovação transforma um subproduto que antes era descartado em um ingrediente viável para a indústria de alimentos plant‑based, com textura fibrosa e sabor equilibrado, adequado para a produção de hambúrgueres e outros produtos de origem vegetal.

O projeto, financiado com R$ 2,7 milhões pelo Fundo JBS pela Amazônia, faz parte do Programa Biomas InovAmazônia do GFI Brasil. A iniciativa contou com a participação da Rede Terra do Meio do Alto Xingu, que reúne 35 organizações de povos indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares do Pará, totalizando 9 milhões de hectares protegidos. A rede forneceu amostras de babaçu e recebeu a equipe de pesquisa em visitas às comunidades.

Os resultados foram apresentados em abril de 2026 na New Meat Brazil, o principal evento nacional de proteínas alternativas, em São Paulo. Durante a cerimônia de encerramento do InovAmazônia, degustou‑se um protótipo de hambúrguer plant‑based feito com a proteína de babaçu, destacando a viabilidade do produto para o mercado.

A tecnologia combina seleção de cepas de levedura, hidrólise enzimática e fermentação em biorreatores automatizados. As leveduras convertem os açúcares presentes na farinha em biomassa proteica, sem a necessidade de novos cultivos ou desmatamento. A BIOINFOOD já validou o processo em escala laboratorial e busca parceiros comerciais para a fase de escala piloto, com interesse especial de indústrias de ingredientes funcionais e empresas plant‑based que desejam diversificar seu portfólio com matéria‑prima nacional e rastreável.

O mercado global de proteínas alternativas deve atingir US$ 88,8 bilhões até 2034, com crescimento anual de 14,3 %. No Brasil, o setor movimentou R$ 1,13 bilhão em 2024, alta de 14 % em relação ao ano anterior. A demanda internacional por ingredientes sustentáveis, rastreáveis e com impacto socioambiental positivo cria oportunidades de internacionalização para a tecnologia desenvolvida.

Além do babaçu, a mesma plataforma de fermentação pode ser aplicada a outros coprodutos agroindustriais, como farelo de trigo, milho e arroz, bem como cascas de oleaginosas nativas (castanha‑do‑Brasil, macaúba e cupuaçu), ampliando o potencial de aplicação da tecnologia.

A iniciativa demonstra como a ciência aplicada pode gerar valor econômico e social para comunidades extrativistas, transformando resíduos de uma atividade tradicional em matéria‑prima de alto valor, contribuindo para a diversificação de fontes de proteína vegetal e para a redução da dependência de proteínas de maior impacto ambiental.

Este artigo foi analisado, higienizado e reescrito de forma autônoma pela Inteligência Artificial Editorial do Giro Mix News para garantir a originalidade e a clareza para nossos leitores.

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