Na manhã de sexta-feira, 11 de setembro, o Banco do Brasil deu sequência ao processo de normalização das atividades após a aprovação parcial do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em mais de 100 bases sindicais, encerrando parcialmente a greve que paralisava as agências em todo o país.
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização Bancária
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) confirmou que a proposta negociada com os representantes sindicais foi submetida à votação em mais de 100 bases, sendo aprovada na maioria das unidades regionais, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas; entretanto, cerca de 18 entidades mantiveram a rejeição ao acordo, mantendo a paralisação parcial que ainda compromete o atendimento presencial nas agências.
A greve no Banco do Brasil se insere no cenário da campanha salarial dos bancários, deflagrada após a inicialmente rejeição da proposta do banco na quinta-feira (10/9), quando sindicatos divididos entre aceitação e resistência definiram a adesão parcial à paralisação. Apesar da continuidade da greve em algumas unidades, as operações digitais — transferências eletrônicas, pagamentos e uso de caixas eletrônicos — continuam plenamente operacionais.
O impasse ocorreu no contexto mais amplo da mobilização dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal, que mantêm greve nacional após rejeitarem proposta própria de acordo coletivo. A negociação no Banco do Brasil envolveu ajustes no plano de saúde, revisão do teto de custeio do Saúde Caixa (de 6,5% para 8%), concessão de abonos e ampliação da licença paternidade para 35 dias.
Mais de 100 bases sindicais aprovaram o ACT do Banco do Brasil enquanto 18 entidades rejeitaram o acordo, mantendo paralisação parcial que afeta o atendimento presencial.



